segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Aranha (Do afeto ao jurídico)

Esse bichinho tão incompreendido gera pavor quando aparece bem diante dos nossos olhos. Ou melhor, nem precisa aparecer, basta imaginarmos para causar pânico.
Coitadinha da aranha!
Certa feita - não lembro como nem onde - li que a teia de aranha se conservada em nossa casa cria laços entre os entes da família.
Sendo eu uma boa obediente, leia-se supersticiosa, resolvi manter intacta todas as teias de aranhas da minha casa.
Observando seu trabalho e de olho no fruto dele (vínculos familiares), conclui que essa história tem fundamento. As aranhas tecem as teias com uma sabedoria intríseca na sua técnica. Comparativamente, mais elásticas que o nylon e mais resistentes que um fio de aço elas são perfeitas e capazes de pegar qualquer presa desavisada que cruzar o feroz apetite da aranha.
Sim...elas comem muito!
Como mães não deixam nada a desejar. Seus filhotes ficam aninhados embaixo do corpinho da mãe. Sempre juntos! Loucura pensar em afeto??Mas eu penso nisso.
Quando faxino a casa aproveito para limpar as teias das minhas companheiras do lar. Removo com carinho os restos mortais deixados por elas, e as conduzo para lugares mais seguros para finalizar a limpeza.
Ao entar na minha casa você pode deduzir pelos cantos da parede que a sujeira impera naquele lugar. Mas nunca tire conclusões precipitadas antes de conhecer os verdadeiros motivos. Contra fatos existem sim argumentos.
A razão de tanta teia espalhada pela minha casa (sala, quarto, banheiro, cozinha, em tudo que você pensar) não é a preguiça em limpá-la, mas sim, a preservação dos laços de união e amor entre eu e a minha família tão fortes como as belas teias das minhas protegidas aranhas.
Aprendi a gostar delas, onde quer que elas estejam.
E só para completar, descobri recentemente que a aranha é o animal do meu signo.
Mais uma vez afirmo: não acredito em coincidência!!!

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