sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

O preço de ser o que se quer.

Li um artigo no ínicio da semana e novamente aflorou meu lado aprendiz de escritora...rs. Ontem, na espera de uma entrevista no curso de pós-graduação rascunhei algumas considerações deste texto a seguir.
Deixar rótulos e comparações para trás é um processo lento, minuncioso, mas no final gratificante. Esse abandono deve ser como um parto normal, muitas vezes dolorido, mas natural, e fazendo força de cocô duro. Não deveria haver esforço para libertar a alma e assumir o que você realmente quer, mas...que hilário...NÃO É ASSIM!
Existem muitos pedágios a pagar. Ninguém sai ileso da teimosia de simplesmente ser. Pessoas te cobrando, gozando, duvidando de suas escolhas verdadeiras, piadinhas e um monte de baboseira jogadas no seu ouvido! Cuidado que você pode balançar, porque somos treinados a obedecer e seguir crenças estabelecidas em busca da dita "aceitação". É como um veneno em cima do piano. E não podemos decepcionar ninguém, mas todo mundo pode nos decepcionar. Contraditório!
Acorda, bela adormecida, ELES podem duvidar, VOCÊ não! Vai doer, se sentirá sozinha, a anormal, insana, mas ao olhar para si sem o peso que todos depositam na sua bagagem chegará a conclusão que não existe nada melhor que a nudez da alma.
Se ela é limpa ou suja cabe a você conviver com essa falta de roupa. Só você.