quinta-feira, 13 de julho de 2017

Minha Fia!

A História da FIA - minha menina dos olhos!

Dizem que os cães são nosso reflexo, cópia, xerox, clone...e por aí vai! E, claro, eu concordo!
A FIA (meu avô e meu irmão também me chamam de fia), era uma tempestade, uma ventania, o movimento da nossa casa.
Alegre, firme, protetora, ria quando a chamava mostrando os dentões lindos, carinhosa ao extremo, olhos vibrantes, cheia de vida e de gratidão, mas como todo cãozinho de rua era medrosa, carente, ansiosa, odiava a solidão, e tinha depressão (que foi tratada).
Ela apareceu na minha vida, pelas mãos de uma vizinha querida, a Solange, que num dia de queimada no canavial aqui perto de casa, os vizinhos tentavam salvar do fogo essa mocinha das fotos e seus filhotes.
Contaram que ela estava totalmente desesperada tentando retirá-los do mato com a boca, mas infelizmente alguns não resistiram, sobrevivendo apenas estes três mosqueteiros.
A vizinha me pediu ajuda, pois sempre colaborei com o que pude pelos animais que cruzaram e ainda cruzam meu caminho, e só pra variar, abriguei os 4 em casa, onde já moravam 02 cães e 04 gatinhos...rs (já ouvi coisas horríveis por gostar tanto de animais, mas dane-se, continuo mais e mais).
Enfim, o que seria um lar temporário, virou uma balela total...kkkk.
Os filhotinhos eu doei, mas a mãe permaneceu, ninguém queria uma vira-lata adulta.
Sorte a minha, tive o privilégio da sua companhia até o dia 30/06/2016, data da sua passagem.
Eu percebia em seu olhar e nas atitudes sua gratidão eterna pelo salvamento e pela adoção. Era amor demais!!
E, é com muita tristeza e inconformismo que escrevo esta declaração de amor para minha parceira de 08 anos.
Sempre foi uma cadelinha ativa, cheia de saúde,arteira, e há 20 dias apareceu uma bolinha em sua barriga, e progressivamente outras, até o ultrassom comprovar a metástase no estômago, cabeça, ovário, axila, enfim...ela foi diagnosticada com tumor de linfoma.
Continuava alegre, forte, guerreira, nestes dias de tratamento,mas nos últimos dois dias parou de comer, só ficava deitada, e bebia muita água, nem de longe parecia minha FIA.
Na noite de domingo, no dia 29/06, um dia antes da sua passagem, beijei-a, abracei-a, apertei-a, disse o quanto a amava, chorei, e me despedi dizendo que ela poderia partir em paz. Que eu não me conformava, mas pelo bem dela eu a libertaria do meu apego material.
No dia 30/06, segunda-feira, acordei e corri pra vê-la, e lá no chão estava ela morta, com os olhinhos abertos, sem sangue, sem secreção, do mesmo jeitinho que sempre ficava tomando sol (ela amava ficar de pernas abertas no sol)...
A FIA era eu (o contrário também vale -eu era ela) em forma de cãozinho. Uma ventania, intensa, alegre, triste, medrosa, carinhosa, generosa, ansiosa...nossa, tínhamos tantas afinidades!
Sua partida me deixou partida! Já venho com muitas tristezas na alma, e a FIA está sendo uma das maiores perdas pra mim.
Há quem pense, "nossa, mas é só um cachorro!!"... hahahahaha, ledo engano leitor!!
Sinto saudade dos seus abraços e risadinhas, da sua alegria de viver mesmo tendo tanto medo, saudade do seu cheirinho, da felicidade e empolgação destrambelhada, pulando e latindo quando eu chegava em casa, e que muitas vezes pelo cansaço, tristeza, impaciência eu nem dava muita atenção. EU TE AMO MINHA FIA, pra sempre, e esse verso é pra vc, minha menina!

"Leve na lembrança
A singela melodia que eu fiz
Pra ti, ó bem amada
Princesa, olhos d'água
Menina linda" (menina da lua-maria rita)

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